Reforma Tributária 2026: Apuração Assistida do IBS e da CBS muda a rotina fiscal das empresas

Reforma Tributária 2026: Apuração Assistida do IBS e da CBS muda a rotina fiscal das empresas

A partir de janeiro de 2026, entra em vigor um dos pilares tecnológicos mais inovadores da Lei Complementar nº 214/2025: a apuração assistida dos novos tributos sobre consumo IBS e CBS.

O novo modelo promete simplificar a tributação, mas também exigirá um alto grau de integração tecnológica entre empresas, sistemas de gestão (ERPs) e os ambientes digitais da Receita Federal e dos fiscos estaduais e municipais.

🔍 O que é a apuração assistida

Prevista no artigo 46 da LC 214/2025, a apuração assistida é um processo automatizado em que o fisco consolida os débitos e créditos de IBS e CBS com base nas informações das notas fiscais eletrônicas (NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e) e registros contábeis.

O sistema fiscal gera uma proposta de apuração preliminar, permitindo que o contribuinte valide, ajuste ou conteste os valores.
Caso não haja manifestação no prazo legal, o cálculo é considerado aceito automaticamente, e o crédito tributário é constituído de forma presumida, conforme o art. 348, §1º, da LC 214/2025.

🧾 Etapas do novo processo

1. Emissão das notas fiscais
Todas as NF-e deverão conter campos específicos de IBS e CBS, com valores e bases de cálculo.
➡️ Erros de emissão poderão bloquear operações comerciais.
2. Transmissão automática ao fisco
Os dados são enviados em tempo real para o sistema central, que consolida as informações exigindo sincronização total entre o ERP e o fisco.
3. Cálculo automático de débitos e créditos
Com base nas regras da LC 214/2025, o sistema calcula os valores devidos e gera uma apuração preliminar.
4. Validação pelo contribuinte
A empresa deve revisar os valores propostos.
Se não houver contestação, a apuração é automaticamente aceita.
5. Constituição e recolhimento
Após a validação, o crédito tributário é formalizado, e o contribuinte deve recolher o valor devido ou compensar eventual saldo credor.
6. Fechamento e compensação
O sistema calcula o valor líquido a recolher, considerando a distribuição da receita entre União, estados e municípios.

⚠️ Riscos e desafios

Embora as alíquotas iniciais sejam baixas IBS (0,1%) e CBS (0,9%) o principal desafio será operacional.

🧭 Fase de transição (2026)

O próximo ano servirá como período de calibração, em que empresas e governo testarão o sistema de apuração assistida.
Durante esse período, a Receita Federal oferecerá simuladores e ambientes de homologação, permitindo ajustes sem penalidades.

Os objetivos principais são:

1. Ajustar os sistemas empresariais à nova metodologia;
2. Avaliar o impacto das alíquotas iniciais;
3. Garantir neutralidade tributária;
4. Reduzir erros e divergências de cálculo.

💼 Impactos na contabilidade e na gestão tributária

O novo modelo transforma o papel da contabilidade: o foco sai do cálculo e vai para o controle e validação de dados.
Departamentos contábil, fiscal, financeiro e de controladoria precisarão atuar de forma integrada para garantir a confiabilidade das informações transmitidas ao fisco.

Empresas deverão investir em:

Atualização de ERPs e softwares fiscais;
Capacitação de equipes contábeis e de TI;
Auditoria contínua dos dados enviados;
Acompanhamento rigoroso dos prazos de contestação.

📌 Organização Contábil Progresso
📍 R. Lino Coutinho, 1375 – Ipiranga – SP
📞 (11) 2344-5252
📱 +55 11 97644-4459
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