Atualizar o valor do imóvel agora pode reduzir imposto lá na frente mas nem sempre é jogada inteligente

Atualizar o valor do imóvel agora pode reduzir imposto lá na frente mas nem sempre é jogada inteligente

Tem coisa que parece vantagem imediata, mas pede conta fria antes de apertar o botão. A tal da atualização de valor de imóveis entrou nesse grupo.

Com a nova possibilidade aberta pelo Rearp Atualização, quem comprou imóvel até 31 de dezembro de 2024 pode declarar o bem pelo valor de mercado atual, pagando um imposto reduzido agora para aliviar o ganho de capital no futuro. A regra vale tanto para pessoa física quanto jurídica e é operada pela Receita Federal.
Na prática? Você antecipa imposto para tentar economizar depois. Só que nem sempre essa troca fecha no azul.

Como funciona essa antecipação de imposto

Imagine um imóvel comprado por R$ 200 mil que hoje vale R$ 400 mil. Sem atualização, se vender amanhã, o lucro de R$ 200 mil entra na conta do IR.
Pessoa física: alíquota entre 15% e 22,5%, conforme o valor.
Pessoa jurídica: tributação conforme o regime.

Com o Rearp, dá para “ajustar” o valor agora:

PF: paga 4% sobre a diferença.
PJ: paga 8% (IRPJ + CSLL).
Resultado: menos imposto no futuro… desde que o tempo jogue a seu favor.
Prazos e condições: aqui mora a pegadinha

Não é só pagar e pronto. Para manter o benefício:

A adesão precisa ser feita até 19/02/2026
O imposto deve ser quitado até 27/02/2026
Dá para parcelar em até 36 vezes, corrigidas pela Selic
O imóvel precisa ficar no seu patrimônio por pelo menos 5 anos
Vendeu antes? O benefício evapora e o imposto “cheio” reaparece, descontando só o que já foi pago.

Quando atualizar pode não valer a pena
Especialistas alertam: cada imóvel tem sua história. E o tempo é o personagem principal.

📌 Imóveis antigos costumam ter redutores legais de ganho de capital
📌 Juros altos fazem o dinheiro render mais investido do que antecipando imposto
📌 Quem pensa em vender em até 3 anos pode acabar pagando mais, não menos
Traduzindo sem rodeio: antecipar imposto pode virar custo de oportunidade perdido.

Quando faz sentido considerar a atualização

Agora, nem tudo é cilada. O programa pode ser estratégico quando:
Há bens subavaliados ou declarados com erros
Existe interesse em regularizar patrimônio
A ideia é manter o imóvel por longo prazo
O objetivo é reduzir risco fiscal e dor de cabeça futura
Outro bônus: a adesão extingue punições ligadas a crimes tributários relacionados aos bens regularizados. Paz fiscal também tem valor.
Quais bens entram no jogo
O programa permite atualização de:
Imóveis no Brasil ou no exterior
Veículos, embarcações e aeronaves
Direitos ligados a imóveis
Bens já ajustados em programas anteriores
Regra básica: o bem precisa ser lícito, adquirido até 2024 e ainda estar no patrimônio.

📌 Organização Contábil Progresso
📍 R. Lino Coutinho, 1375 – Ipiranga, São Paulo – SP
📞 (11) 2344-5252 – Ramal 18
📱 WhatsApp SAC: +55 11 97644-4459

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