Reforma Tributária deve pressionar empresas do Simples Nacional, alerta tributarista

Reforma Tributária deve pressionar empresas do Simples Nacional, alerta tributarista

As mudanças trazidas pela Reforma Tributária começam a sair do papel e já preocupam empresários de diversos setores, principalmente os optantes pelo Simples Nacional. Durante participação no II Fórum Estadual do Comércio, realizado em Porto Alegre nesta sexta-feira (15), o tributarista e contador Rogério Clemente de Oliveira chamou atenção para os impactos que o novo modelo tributário poderá gerar no varejo e nas pequenas empresas.

Segundo o especialista, muitos empresários ainda acreditam que permanecer no Simples Nacional continuará sendo automaticamente a opção mais vantajosa. Porém, com a chegada do IBS e da CBS os novos tributos criados pela Reforma Tributária essa lógica pode mudar de forma significativa.

O principal ponto de alerta está relacionado ao aproveitamento de créditos tributários. Empresas enquadradas no Simples poderão perder competitividade em operações entre empresas, especialmente em cadeias produtivas onde o crédito fiscal terá papel estratégico.

Na prática, companhias que compram produtos ou serviços poderão dar preferência a fornecedores que permitam maior geração de créditos tributários. Isso pode impactar diretamente pequenos negócios que hoje operam no Simples Nacional sem uma análise tributária mais aprofundada.

Outro fator citado foi o aumento da complexidade operacional. Mesmo empresas menores precisarão adaptar sistemas, revisar emissão de notas fiscais e acompanhar novas obrigações acessórias ligadas ao IBS e à CBS. O modelo antigo, conhecido pela multiplicidade de tributos, está sendo substituído por uma estrutura mais digital, integrada e baseada em rastreamento fiscal quase em tempo real.

O tributarista destacou ainda que muitos empresários podem continuar pagando mais impostos do que deveriam simplesmente por falta de planejamento tributário. Em alguns casos, regimes como Lucro Presumido ou até Lucro Real podem se tornar financeiramente mais interessantes, dependendo do perfil da empresa, margem de lucro, folha de pagamento e volume de créditos fiscais envolvidos.

Para o setor varejista, a recomendação foi clara: buscar orientação especializada o quanto antes. Empresas que deixarem para entender as mudanças apenas próximo da entrada definitiva do novo sistema podem enfrentar dificuldades operacionais, perda de margem e até problemas de competitividade.

A Reforma Tributária começa sua transição em 2026 e terá implementação gradual até os próximos anos. Mas uma coisa já ficou evidente: o planejamento tributário deixará de ser apenas uma obrigação fiscal e passará a ser uma ferramenta estratégica
de sobrevivência empresarial.

👉 Empresas que entenderem primeiro as novas regras poderão sair na frente na disputa por mercado, margem e competitividade.

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