Banco Master: como reaver valores após a liquidação extrajudicial

Banco Master: como reaver valores após a liquidação extrajudicial

A liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central, acendeu o alerta em investidores e empresas que mantinham aplicações na instituição. Com CDBs, RDBs, depósitos e outros títulos congelados, a pergunta é inevitável: como recuperar o dinheiro?

A resposta depende de dois fatores clássicos do sistema financeiro brasileiro:

  1. o limite de cobertura do FGC;

  2. o processo de habilitação na própria liquidação, para quem excede esse teto.

💰 Quem tem direito ao reembolso via FGC

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.
Esse valor considera todo o saldo aplicado somado aos rendimentos até a data da liquidação.

Entram na cobertura:

  • contas correntes;

  • poupança;

  • CDBs e RDBs;

  • LC, LCI, LCA, LH, LCD;

  • depósitos a prazo e compromissadas elegíveis.

📌 Exemplo simples:
Se o investidor tinha R$ 270 mil em CDBs, recebe R$ 250 mil do FGC e entra como credor dos R$ 20 mil excedentes — e aí a novela é outra: a recuperação depende da liquidação, sem prazo definido.

⚠️ Importante: o pagamento NÃO é automático

Ninguém recebe sem pedir. O FGC só libera o valor após confirmar os dados enviados pelo liquidante — processo que pode levar até 30 dias úteis.

Para pessoas físicas

  1. Baixar o aplicativo oficial do FGC (iOS/Android).

  2. Fazer o cadastro e enviar os documentos solicitados.

  3. Informar uma conta bancária do mesmo titular.

  4. Aguardar a liberação do botão “Solicitar pagamento”.

  5. Assinar digitalmente o pedido.

  6. Receber o valor direto na conta cadastrada.

Para empresas (pessoas jurídicas)

Tudo é feito pelo Portal do Investidor do FGC:

  1. O representante legal acessa o portal e cadastra a empresa.

  2. O FGC envia por e-mail os documentos exigidos.

  3. Após a validação, o pagamento é liberado exclusivamente para conta da mesma titularidade.

🧩 E quem tem mais de R$ 250 mil?

Esses entram na fila da liquidação extrajudicial.
Valores acima do teto viram crédito a receber — e o pagamento depende da venda dos ativos do banco. É um processo lento, cheio de etapas e, muitas vezes, com recuperação parcial dos valores.

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