O que os pequenos negócios precisam saber sobre os novos impostos na nota fiscal

O que os pequenos negócios precisam saber sobre os novos impostos na nota fiscal

Período de testes do IBS e da CBS exige atualização dos sistemas e atenção redobrada às notas fiscais emitidas pelos fornecedores.
A Reforma Tributária começou a aparecer, na prática, nos documentos fiscais eletrônicos.
Desde 3 de agosto de 2026, empresas e desenvolvedores de sistemas estão realizando testes relacionados ao preenchimento dos campos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em documentos como a NF-e e a NFC-e.
Para os pequenos negócios, o momento ainda é de preparação. Mesmo quando não houver obrigação imediata de destacar os novos tributos, será necessário revisar sistemas, cadastros de produtos, classificações tributárias e documentos recebidos de fornecedores.
O que está acontecendo em 2026?
O ano de 2026 funciona como uma etapa de adaptação técnica da Reforma Tributária do Consumo.
Os documentos fiscais estão sendo ajustados para receber as informações do IBS e da CBS. Os testes permitem que empresas, fornecedores de software e administrações tributárias identifiquem falhas antes do avanço do novo sistema.
A CBS substituirá gradualmente o PIS e a Cofins. Já o IBS assumirá, ao longo da transição, o espaço atualmente ocupado pelo ICMS e pelo ISS.
Haverá aumento de imposto em 2026?
A inclusão dos novos campos nas notas fiscais não significa, por si só, cobrança adicional em 2026.
Nesta etapa, as alíquotas utilizadas para teste correspondem a 0,1% de IBS e 0,9% de CBS. Os tributos atualmente existentes continuam sendo apurados e recolhidos conforme as regras vigentes.
Portanto, o foco de 2026 é testar sistemas, revisar procedimentos e preparar as empresas para as próximas fases da transição.
Quem precisa preencher os novos campos?
Neste primeiro momento, a orientação está concentrada principalmente nas empresas submetidas ao regime regular, como aquelas tributadas pelo Lucro Real ou pelo Lucro Presumido.
Essas empresas devem verificar se seus sistemas emissores já estão preparados para informar corretamente os novos códigos, bases de cálculo, alíquotas e classificações tributárias.
Como ficam as empresas do Simples Nacional?
As empresas optantes pelo Simples Nacional não estão obrigadas a preencher os campos do IBS e da CBS durante os testes de 2026.
Isso, porém, não significa que possam ignorar a mudança.
A partir de 2027, os pequenos negócios entrarão em uma nova etapa da transição. Até lá, será necessário avaliar a parametrização do sistema emissor, a classificação das operações e os possíveis impactos comerciais do novo modelo de créditos tributários.
A preparação deve começar agora. Deixar tudo para janeiro de 2027 é transformar planejamento em correria — e correria tributária quase nunca termina barato.
A nota será rejeitada se não tiver IBS e CBS?
As regras automáticas que poderiam provocar a rejeição imediata de documentos sem as informações do IBS e da CBS foram inicialmente flexibilizadas.
A medida busca evitar a paralisação de vendas e permitir que o mercado tenha tempo para atualizar seus sistemas.
Contudo, essa tolerância técnica não deve ser interpretada como autorização para adiar indefinidamente a adaptação. Empresas do regime regular devem atualizar seus emissores e começar a preencher corretamente os novos campos o quanto antes.
O pequeno negócio deve conferir as notas dos fornecedores
Este é um dos pontos mais importantes para as empresas do Simples Nacional.
Mesmo sem obrigação de destacar IBS e CBS em suas próprias notas durante 2026, o pequeno negócio pode receber mercadorias e serviços de fornecedores enquadrados no Lucro Real ou no Lucro Presumido.
Nessas situações, será importante verificar se os documentos recebidos apresentam corretamente informações como:
Código de Situação Tributária — CST;
Código de Classificação Tributária — cClassTrib;
natureza da operação;
identificação dos produtos e serviços;
bases de cálculo e alíquotas aplicáveis.
Documentos incorretos podem causar dificuldades na escrituração, comprometer controles tributários e gerar pendências futuras na cadeia de créditos.
O que o empresário deve fazer agora?
O segundo semestre de 2026 deve ser utilizado para organizar a transição. Entre as principais providências estão:
consultar o contador sobre os impactos da Reforma Tributária;
confirmar com o fornecedor do sistema quando os novos campos serão disponibilizados;
revisar os cadastros de produtos, serviços, NCM, CST e cClassTrib;
conferir as notas fiscais recebidas de fornecedores;
capacitar as equipes responsáveis por faturamento, compras e área fiscal;
avaliar como IBS e CBS poderão afetar custos, preços e contratos;
simular os reflexos das novas regras a partir de 2027.
Preparação será mais importante do que improviso
Para os pequenos negócios, a Reforma Tributária não começa apenas quando surgir um novo imposto a pagar. Ela começa na qualidade dos cadastros, na atualização dos sistemas e na conferência das notas fiscais.
Quem aproveitar 2026 para organizar esses processos terá melhores condições de atravessar a transição com segurança. Quem deixar para depois poderá enfrentar erros de emissão, problemas com fornecedores e decisões comerciais tomadas sem conhecer o verdadeiro impacto tributário.
A Organização Contábil Progresso está preparada para orientar micro e pequenas empresas na revisão de cadastros, sistemas, documentos fiscais e impactos do IBS e da CBS.
Não espere a obrigatoriedade bater à porta. Prepare agora o seu negócio para o novo cenário tributário.
📌 Organização Contábil Progresso
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