Simples Nacional: o motor que impulsiona o empreendedorismo e a economia brasileira

Simples Nacional: o motor que impulsiona o empreendedorismo e a economia brasileira

Enquanto o país volta os olhos para a Reforma Tributária, um tema essencial tem sido deixado de lado: a justiça tributária. Essa expressão, tão direta quanto necessária, significa cobrar de forma justa e equilibrada, sem penalizar quem mais sustenta a base produtiva do Brasil os micro, pequenos e médios empreendedores.

Hoje, milhares de empresas enquadradas no Simples Nacional enfrentam sérias dificuldades por conta da falta de atualização dos limites de faturamento. Desde 2018, os valores que determinam quem pode permanecer no regime estão congelados, e isso tem colocado muitos negócios em risco de desenquadramento e até de fechamento.

O impacto do congelamento da tabela

O teto atual de enquadramento não acompanha a inflação e a realidade econômica do país. De acordo com estudos da PUC e do Sindicato de Hospedagem e Alimentação do Rio Grande do Sul, uma correção de 83% nos limites do Simples Nacional apenas para recuperar o poder de 2018 poderia gerar 870 mil novos empregos e R$ 34,3 bilhões em massa salarial adicional.

Mais do que isso: a economia brasileira receberia R$ 81,2 bilhões em estímulo produtivo e R$ 22,2 bilhões em arrecadação extra por ano. Em quatro anos, esse movimento representaria R$ 89 bilhões circulando na economia e R$ 29,8 bilhões reinvestidos anualmente em crescimento empresarial.

Esses números mostram que atualizar o Simples Nacional não é uma renúncia fiscal, mas sim um investimento no crescimento do país.

Justiça tributária e competitividade

Empresas que optam pelo Simples pagam tributos sobre sua receita bruta, e não são isentas de contribuir. O regime não é um privilégio é uma ferramenta de inclusão e formalização. Afinal, 92% dos empreendimentos brasileiros estão dentro dele, representando 23 milhões de micro e pequenos negócios.

Essas empresas são responsáveis por gerar cerca de 70% dos empregos formais do Brasil, movimentando setores inteiros da economia. Quando os limites deixam de ser corrigidos, o efeito dominó é claro: perda de competitividade, aumento da informalidade e queda na arrecadação estável.

Revisão urgente e permanente

A proposta é simples: que o Congresso Nacional aprove uma política de correção anual automática, baseada no IPCA, para atualizar os tetos do Simples Nacional, do MEI e da Empresa de Pequeno Porte.

Essa medida devolveria fôlego aos pequenos negócios, aumentaria a formalização e traria previsibilidade fiscal.

Mais empresas formalizadas significam mais empregos, mais tributos e uma economia mais forte. Por isso, revisar as tabelas do Simples Nacional é um ato de justiça econômica e social uma decisão que pode redefinir o futuro do empreendedorismo no Brasil.

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