🧾 Simples Nacional: como evitar perda de competitividade com a Reforma Tributária

🧾 Simples Nacional: como evitar perda de competitividade com a Reforma Tributária

A Reforma Tributária do Consumo — que unificará tributos federais, estaduais e municipais em dois novos impostos (CBS e IBS) — vai manter o Simples Nacional como regime opcional para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Porém, especialistas alertam: para quem atua no mercado B2B (de empresa para empresa), manter-se no Simples pode significar perda de competitividade.

💡 Por que isso acontece?
No novo modelo tributário, empresas fora do Simples (como as do Lucro Real ou Presumido) poderão tomar créditos tributários sobre suas compras. Já quem permanece no Simples sem recolher CBS e IBS separadamente não gera créditos para os clientes, tornando seus produtos e serviços até 20% mais caros nas transações empresariais.

⚙️ Solução: Simples Nacional Híbrido
A Reforma cria a possibilidade de as empresas do Simples pagarem CBS e IBS por fora do regime, no que está sendo chamado de Simples Híbrido.
➡️ Nesse formato, a empresa recolhe os novos tributos com alíquotas regulares, mas pode gerar e repassar créditos aos clientes — uma vantagem importante para quem presta serviços a outras empresas.
➡️ Os demais tributos (IRPJ, CSLL, INSS etc.) continuam sendo pagos dentro do Simples.

🏷️ Quem deve permanecer no Simples tradicional
Empresas voltadas ao consumidor final (B2C) ainda podem se beneficiar mantendo o recolhimento integral dentro do Simples. Assim, permanecem protegidas do aumento das alíquotas que afetará fortemente o setor de serviços, cuja tributação deve subir dos atuais 5% (ISS) para algo entre 26% e 28%.

📊 O que muda para o setor de serviços
Segundo especialistas, o Brasil vive uma sociedade de serviços de alto valor agregado, mas historicamente subtributada. A reforma busca corrigir distorções e equilibrar a carga entre indústria, comércio e serviços. No cenário B2B, a possibilidade de créditos fiscais tende a neutralizar parte do impacto da alta de alíquotas.

💬 Durante a Fenalaw 2025, especialistas como Pedro Schuch (TaxGroup) e Lina Santin (Heleno Torres Advogados) destacaram que as empresas devem reavaliar seu regime tributário com urgência, considerando o perfil dos clientes e o tipo de operação.

📅 Conclusão: A reforma traz um divisor de águas para micro e pequenas empresas. Manter-se no Simples pode continuar vantajoso — mas apenas para quem atua com o consumidor final. Para negócios B2B, adotar o Simples Híbrido pode ser essencial para continuar competitivo.

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