PIX, DREX E SPLIT PAYMENT: TRÊS TECNOLOGIAS QUE VÃO TRANSFORMAR A GESTÃO FINANCEIRA DAS EMPRESAS
Pix, Drex e split payment aparecem frequentemente na mesma conversa, mas cumprem funções bem diferentes.
📲 O Pix movimenta o dinheiro em poucos segundos.
🔗 O Drex pretende viabilizar operações financeiras digitais mais complexas, como ativos tokenizados, garantias e contratos programáveis. Ele ainda não é uma moeda digital disponível para uso cotidiano da população.
🧾 O split payment será utilizado para separar IBS e CBS durante a liquidação financeira de determinadas operações.
Mas o que isso muda para as empresas?
Muda, principalmente, o fluxo de caixa.
Hoje, muitas empresas recebem o valor integral da venda e recolhem os tributos posteriormente. Com o split payment, a parcela correspondente ao IBS e à CBS poderá ser segregada no pagamento.
Na prática, a empresa poderá vender o mesmo valor, mas receber menos dinheiro disponível naquele momento.
Isso tende a reduzir o chamado “float tributário” e exigirá revisão de:
✅ capital de giro;
✅ formação de preços e margens;
✅ prazos de pagamento e recebimento;
✅ integração entre ERP, banco e documentos fiscais;
✅ conciliação entre receita bruta, tributo segregado e valor líquido recebido.
A contabilidade também precisará acompanhar três informações distintas: quanto a empresa vendeu, quanto foi destinado aos tributos e quanto efetivamente entrou na conta bancária.
E aqui mora um dos principais riscos: se o sistema aplicar um tratamento tributário incorreto, o dinheiro poderá sair na velocidade do Pix, enquanto a correção talvez caminhe no ritmo da burocracia.
Pix, Drex e split payment não são tecnologias concorrentes. Elas integram um novo ambiente no qual pagamento, tributação, contratos e registros contábeis estarão cada vez mais conectados.
A transformação não será apenas tecnológica. Será financeira, tributária e administrativa.
Por isso, as empresas devem começar agora a revisar seus sistemas, projetar a necessidade de capital de giro e mapear o caminho completo da operação — da emissão da nota fiscal até a entrada efetiva do dinheiro no caixa.
Na nova economia digital, vender bem continuará sendo fundamental. Mas entender quanto realmente ficará disponível depois da venda será ainda mais importante.
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