Reforma Tributária: mais de 840 mil solicitações já foram feitas pelo regime regular do IBS e da CBS

Reforma Tributária: mais de 840 mil solicitações já foram feitas pelo regime regular do IBS e da CBS

Os números divulgados pela Receita Federal mostram que as empresas estão se movimentando diante das novas regras tributárias para 2027.

Até 2 de outubro, foram registradas 840.516 solicitações de opção pelo regime regular do IBS e da CBS.

O número chama atenção e reforça um ponto importante: com a Reforma Tributária, permanecer no modelo tradicional do Simples Nacional não deve ser uma decisão automática.

Ao mesmo tempo, a Receita Federal recebeu 441.825 solicitações de opção pelo Simples Nacional.

Desse total:

• 164.070 foram deferidas;
• 277.755 foram indeferidas, mas ainda estão dentro do prazo legal para regularização das pendências impeditivas.

O que muda para as empresas do Simples?

A Reforma Tributária criou uma decisão que merece planejamento: empresas optantes pelo Simples poderão, observadas as regras aplicáveis, permanecer com IBS e CBS dentro do regime simplificado ou optar pela apuração desses tributos pelo regime regular.

E essa escolha pode produzir efeitos importantes na relação entre empresas.

No regime regular, entram em cena de maneira mais ampla a lógica da não cumulatividade e dos créditos de IBS e CBS. Isso significa que uma empresa que vende principalmente para outras empresas — o chamado mercado B2B — precisa analisar também o efeito tributário para seus clientes.

Não basta perguntar:

“Quanto eu vou pagar de imposto?”

Será necessário perguntar também:

“Quanto crédito tributário minha operação poderá gerar para o meu cliente?”

Essa mudança pode influenciar preço, margem, competitividade e até negociações comerciais.

840 mil solicitações são um sinal importante

O volume divulgado pela Receita não significa, por si só, que o regime regular será melhor para todas essas empresas.

Muito menos que todas devam seguir pelo mesmo caminho.

O que o número demonstra é que a Reforma Tributária já está levando empresários e profissionais da contabilidade a analisar alternativas que antes praticamente não existiam dentro da rotina do Simples Nacional.

A decisão deve considerar, entre outros fatores:

• perfil dos clientes — B2B ou B2C;
• volume de compras e despesas que possam gerar créditos;
• margem da atividade;
• formação de preços;
• impacto dos créditos para os clientes;
• fluxo de caixa;
• carga tributária efetiva nos dois cenários.

A escolha tributária de 2027 não deve ser feita apenas pela simplicidade operacional. Ela precisa ser feita com números.

Na Organização Contábil Progresso, entendemos que a Reforma Tributária exige uma mudança de postura: simular antes, comparar cenários e somente depois decidir.

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